• Educação Inclusiva

    Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)...

  • Pesquisa

    Pesquisa sobre inclusão escolar e a oferta do AEE no município e na escola...

  • Educação a Distância

    A educação a distância vem se expandindo com uma rapidez muito grande pois possibilita a inclusão...

  • Crianças Especiais

    A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes. Albert Einstein...

  • Reflexões Sobre a Escola

    Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo...

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“O modelo dos modelos”

Italo Calvino

 

Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. [...] Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.

Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável.

 

O MODELO DOS MODELOS E O AEE.

 

O texto “O Modelo dos Modelos” de Italo Calvino, nos leva a refletir sobre o papel do AEE, que primeiramente deve se despertar na sociedade o compromisso pela inclusão de crianças com necessidades especiais educativas na escola regular, respeitando seus limites e valorizando suas potencialidades, percebendo as suas reais necessidades educacionais.

Muitos são os modelos de ensinar, mas esses modelos as vezes não se adequam a certos indivíduos. É preciso que se respeite a individualidade de cada um, que os modelos e ideias prontas sejam desconstruídas dando lugar a práticas que valorizem as diferenças e especificidades da cada ser humano.

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ATIVIDADE PARA ALUNOS COM TGD

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ATIVIDADE PARA ALUNOS COM TGD

A aprendizagem de Autistas se dá através de uma abordagem vivencial.   Todos os momentos e ambientes são utilizados como objetos de estudo. Na sala de aula, no parque, em casa, sempre haverá o que ser usado como objetos de aprendizagem. Na Escola primeiro exploramos a própria sala de aula depois os demais ambientes. Devemos dar importância ao que mais agrada a criança para se iniciar um trabalho de adaptação/familiarização professor X aluno.

TRABALHANDO A ROTINA

A Rotina esquematizada é essencial para um trabalho com alunos Autistas, pois é ela que vai nortear todas as ações dentro da Escola. É o que dá familiaridade, previsibilidade, o que proporciona segurança e reduz a ansiedade do aluno. Utilizar cartões plastificados indicando as atividades fixados no mesmo local todos os dias para fazer a Agenda diariamente. Pode levá-la para casa ao final do dia para que os pais saibam o que aconteceu na escola e serve como recurso visual para conversa dos pais para com o filho, sobre a escola. A criança também pode ter uma cópia da rotina em sua carteira. Exemplo: Entrada- Oração-Música- História- Calendário - Atividade - Higiene - Lanche - Recreio - Parque - Jogos - Saída. Podemos usar fotos da criança fazendo as atividades ou figuras que representem as mesmas.
 


Trabalhando a Leitura e a Escrita

Alguns autistas, mais comprometidos, não conseguirão soletrar as sílabas das palavras, mas todos podem ler algumas palavras globalmente, é só ensinar as palavras mais importantes.

Apresentar sempre a figura com a palavra escrita, para que ele leia a ficha globalmente. Trabalhar poucas fichas por vez, depois que ele conseguir ler globalmente as fichas já trabalhadas, ir incluindo outras.

Algumas atividades que podem ser desenvolvidas:

Decompor a palavra barata e separar as sílabas nos quadrados acima do desenho.

Identificar as sílabas da palavra panela que estavam misturadas dentro de uma bandeja. O aluno retira sílaba por sílaba e cola na ordem compondo a palavra no papel e cola alimentos dentro da panela. O aluno deve pesquisar em revistas os alimentos para colocar na panela, recortar e depois colar. Quando chegar na hora do almoço, pode-se levar o aluno para a cozinha para ele observar o preparo de alimentos, ou enviar tal observação como dever de casa. Observar a mãe preparando o jantar, por exemplo.

Outra sugestão para se trabalhar a composição da palavra partindo de sílabas misturadas.



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TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA- TEA

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Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse
Por Ellen Notbohm (©2005)
               Tradução: Dario Diniz Guedes / Revisão: Mirella Giglio

Aqui estão dez coisas que qualquer criança com autismo gostaria que você soubesse:
1. Mais importante e antes de tudo, eu sou uma criança. Meu autismo é apenas um aspecto de toda minha personalidade. Ele não me define enquanto pessoa. Você é alguém com pensamentos, sentimentos e muitos talentos, ou alguém gordo (acima do peso), “míope” (usa óculos), ou “desastrado” (sem coordenação, não tão bom em esportes)? Estas podem ser características que eu percebo quando lhe vejo pela primeira vez, mas não necessariamente tudo que você é.
Sendo adulto, você tem certo controle sobre como define a si mesmo. Se você quiser ser conhecido por uma característica sua, você consegue fazê-la percebida. Em sendo criança, ainda estou me descobrindo. Nem eu ou você sabemos ainda do que sou capaz. Definir-me por uma de minhas características corre o perigo de se ter expectativas muito pequenas. E se eu perceber que você não acha que “sou capaz”, minha resposta natural será: “Para que tentar?”
2. Minhas percepções sensoriais estão desorganizadas. Integração sensorial pode ser um dos aspectos mais difíceis para se entender no autismo, mas é sem dúvida o mais crítico. Significa que todas as visões, sons, cheiros, gostos e toques do dia-a-dia, que talvez você sequer note, podem ser extremamente dolorosos para mim. O próprio ambiente no qual tenho que viver se mostra frequentemente hostil. Eu posso aparentar estar ausente ou hostil com você, mas eu realmente estou apenas tentando me defender. Aqui está o porquê de uma “simples” ida ao mercado parecer um inferno para mim:
Minha audição pode ser hipersensível. Dúzias de pessoas falando ao mesmo tempo. O alto-falante anunciando as ofertas do dia. O sistema de som toca músicas de fundo. Maquinas fazem ruídos. Caixas registradores apitam e se abrem. O moedor de café se move com ruídos. Os açougueiros fatiam a carne, crianças em pranto, carrinhos rangem, a luz fluorescente fica zunindo! Meu cérebro não consegue filtrar todos estes estímulos e eu fico sobrecarregado.
Meu olfato também pode ser muito aguçado. Sinto o peixe no balcão que não está tão fresco, o homem próximo a nós não tomou banho hoje, o mercado oferece petiscos de salsicha, o bebe à nossa frente sujou a fralda, estão lavando picles com amônia no corredor 3…. Não consigo organizar tudo isto! Tenho náuseas horríveis.
Porque sou visualmente orientado (veja mais sobre isto abaixo), este pode ser meu primeiro sentido a ser super estimulado. A luz fluorescente não apenas é clara demais, como chia e zune. O estabelecimento parece pulsar e machuca meus olhos. A luz oscilante bagunça e distorce tudo o que estou vendo – o lugar parece estar mudando constantemente. Há uma claridade na janela, muitas coisas dificultando meu foco (que eu consigo compensar com uma “visão exclusiva”, como um túnel), ventiladores de teto ligados, muitos corpos em constante movimento. Tudo isto afeta meu sistema vestibular e sentidos proprioceptivos, e agora eu nem consigo dizer onde meu corpo se encontra no espaço.
3. Por favor, lembre-se de distinguir “não quero” de “não consigo”. Receptividade, linguagem expressiva e vocabulário podem ser grandes desafios para mim. Não é que eu não escute as instruções, é que eu não consigo entender você. Quando me chama do outro lado do quarto, é isto que escuto: “$%$#%#, Billy. %$#%@#$%…”. Em vez disto, fale diretamente comigo com palavras simples: Por favor, guarde seu livro na prateleira, Billy. É hora de você lanchar”. Assim você me diz o que fazer e o que acontecerá em seguida. Fica bem mais fácil para eu cooperar.
4. Eu penso concretamenteIsto significa que eu interpreto tudo literalmente. É muito confuso quando você diz “Segura as pontas!” quando o que você quer dizer é “Espere até eu voltar”. Não diga que algo é “mamão com açúcar” quando não há nenhuma sobremesa à vista e o que você está realmente falando é “será fácil para você fazer”. Quando você diz “Jamie realmente queimou a pista”, eu imagino uma criança brincando com fósforos. Por favor, apenas diga “Jamie correu muito rápido”.
Gírias, trocadilhos, nuanças, duplo-sentidos, inferências, metáforas, alusões e sarcasmos não fazem sentido para mim.
5. Por favor, seja paciente com meu vocabulário limitado. É difícil dizer para você o que preciso quando eu não conheço as palavras para descrever meus sentimentos. Posso estar com fome, frustrado, amedrontado ou confuso, mas por enquanto estas palavras estão além da minha habilidade de expressão. Fique atento para minha linguagem corporal, isolamento, agitação e outros sinais de que algo está errado.
Ou, tem o lado oposto: Posso me expressar como um “pequeno professor” ou estrela de cinema, despejando palavras ou scripts incomuns para meu nível de desenvolvimento. Estas mensagens eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar meus déficits de linguagem, pois sei que esperam que eu responda quando falam comigo. Estes elementos podem vir dos livros, TV, fala de outras pessoas. É conhecido como “ecolalia”. Não necessariamente entendo o contexto ou os termos que estou usando, apenas sei que isto me tira de alguns incômodos por surgir com uma resposta.
6. Como linguagem é muito difícil para mim, eu me oriento muito pela visão. Por favor, mostre-me como fazer alguma coisa mais do que apenas falar comigo. E, por favor, também peço que esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições insistentes me ajudam a aprender.
Uma “agenda visual” é de grande ajuda ao longo do meu dia. Assim como a sua rotina, ela me salva do stress de precisar lembrar o que vem depois, ajudando-me a transitar mais suavemente entre as atividades, controlar meu tempo e atingir suas expectativas.
Eu não perco a necessidade de algo assim quando ficar mais velho, mas meu “nível de representação” pode mudar. Antes de poder ler, eu preciso de orientações visuais com fotografias ou desenhos simples. Na medida em que envelheço, uma combinação de imagens e palavras pode funcionar, e depois só as palavras.
7. Por favor, priorize e procure construir a partir do que eu posso fazer mais do que aquilo que não posso fazer. Como qualquer outro ser humano, eu não consigo aprender em um ambiente que constantemente me faz sentir que “eu não sou bom o bastante e preciso me corrigir”. Tentar qualquer coisa nova quando estou quase certo de que vou encontrar críticas, ainda que “construtivas”, se torna algo a ser evitado. Procure pelas minhas virtudes e você vai encontrá-las. Existe muito mais do que só um jeito “certo” para fazer a maioria das coisas.
8. Ajude-me nas interações sociais. Pode parecer que eu não queira brincar com as outras crianças no parquinho, mas algumas vezes o caso é que eu simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar numa brincadeira. Se você encorajar as outras crianças a me convidar para brincar de chutar bola, ou basquete, pode ser que eu fique muito feliz em estar incluído.
Eu participo melhor em atividades estruturadas com começo e fim claros. Eu não sei como “ler” expressões faciais, linguagem corporal ou emoções de outros, e seria muito bom ter auxilio para respostas sociais adequadas.  Por exemplo, se dou risada quando Emily cai no chão, não é porque achei isto engraçado, mas é que eu não sei a resposta apropriada. Ensine-me a perguntar “Você está bem?”.
9. Tente identificar o que inicia meus surtos. Surtos, ataques, explosões, ou seja lá como você queira chamar, são ainda mais horríveis para mim do que parecem a você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos se sobrecarregou. Se você conseguir descobrir o porquê de meus surtos acontecerem eles podem ser prevenidos. Faça anotações sobre as situações, horários, pessoas e atividades. Pode surgir um padrão.
Procure se lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Ele lhe mostra, quando minhas palavras não conseguem, como eu percebo algo que está acontecendo em meu ambiente.
Pais, mantenham isto em mente: Comportamentos que persistem podem ter uma causa médica associada. Alergia a comidas e sensibilidades, distúrbios do sono e problemas gastrointestinais podem ter profundos efeitos no comportamento.

10. Ama-me incondicionalmente. Elimine pensamentos como “Se ele ao menos…” e “Por que ela não consegue…”. Você não conseguiu corresponder a todas expectativas de seus pais e você não gostaria de ser a todo momento lembrado disto. Não escolhi ter autismo, mas isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda, minhas chances de sucesso e vida adulta independente são baixas. Com o seu apoio e orientação, as possibilidades são maiores do que imagina. Eu prometo a você, eu valho a pena.
E por último, três palavras: Paciência, paciência e paciência. Procure enxergar meu autismo mais como uma habilidade diferente do que uma deficiência. Reveja o que você compreende como limitações e descubra as qualidades que o autismo me trouxe. É verdade que tenho dificuldade com contato visual e conversações, mas já percebeu que eu não minto, trapaceio, zombo de meus colegas ou julgo os outros? Também é verdade que provavelmente não serei o próximo Michael Jordan, mas com a minha atenção a detalhes finos e capacidade de foco intenso, posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh.
Eles podem ter tido autismo também.
As soluções para Alzheimer, o enigma da vida extraterrestres – quais tipos de conquistas futuras as crianças com autismo, como eu, possuem à frente?

Tudo no que posso me transformar não acontecerá sem você como minha base. Seja meu defensor, meu amigo e veremos o quão longe eu consigo caminhar.


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O QUE DIFERENCIA A SURDOCEGUEIRA DE DMU

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A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado com surdocegueira a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual.
Cria necessidades especiais de comunicação, causa dificuldade na conquista de metas educacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca.
A grande dificuldade das crianças com surdocegueira está, justamente, em desenvolver um modo de aprendizado que compense a desvantagem visual e auditiva e permita o relacionamento com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na escola, quanto fora dela. Tornar a escola um espaço fisicamente acessível para essas crianças é mais um passo imprescindível para acolhê-las adequadamente.




Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência, “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (fascículo DMU). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
Algumas enfermidades estão comprovadamente associadas à múltipla deficiência, com efeitos significativos para das pessoas afetadas. Para considerar o impacto da deficiência múltipla é importante analisar seus efeitos na funcionalidade da pessoa frente ao ambiente físico e social, bem como avaliar de que modo às deficiências interferem na qualidade de vida.





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A EDUCAÇÃO ESCOLAR DAS PESSOAS COM SURDEZ

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                               A EDUCAÇÃO ESCOLAR DAS PESSOAS COM SURDEZ  

                   A educação inclusiva de alunos com surdez na escola regular, parte do reconhecimento e valorização da diversidade como fator de enriquecimento do processo educacional, provoca mudanças na escola e na formação dos educadores, propõe uma reestruturação da educação que beneficie todos os alunos, é uma abordagem que procura responder as necessidades de aprendizagem desses educandos, melhora a qualidade do ensino, atua como impulsionadora das mudanças nas práticas educacionais nas escolas, desafiando professores a desenvolverem novas metodologias.
                    Ao estudarmos a educação das pessoas com surdez nos deparamos além das questões relacionadas aos seus limites e possibilidades, também com os preconceitos existentes na sociedade.
“As pessoas com surdez enfrentam inúmeros entraves para participar da educação escolar, decorrentes da perda da audição e da forma como se estruturam as propostas educacionais das escolas. Muitos alunos com surdez podem ser prejudicados pela falta de estímulos adequados ao seu potencial cognitivo, sócio – afetivo linguístico e político – cultural e ter perdas consideráveis no desenvolvimento da aprendizagem “(DAMÁZIO, 2007, p.13).  
                    Precisamos pensar nas atitudes a serem assumidas no processo de ensino aprendizagem com preocupação voltada para as potencialidades e não na falta ou no limite. Fica então colocada a necessidade de uma atuação que busque as possibilidades de aprendizagem e não as dificuldades de aprendizagem, e isso inclui desafios importantes. Precisamos enfrentar o desafio de lidar com a diversidade, e assim evitar preconceitos que surgem de um pensamento pautado em um padrão de normalidade de desenvolvimento.
                    A linguagem e a comunicação são fundamentais no processo de aquisição dos conhecimentos e para que o aluno com surdez tenha acesso de forma satisfatória é necessário que ele participe do Atendimento Educacional em seus três momentos pedagógicos (AEE em Libras, de Libras e para o ensino da Língua Portuguesa), para fornecer a base conceitual dos conteúdos curriculares desenvolvidos na sala de aula complementando o que está sendo estudado.
                    Alguns princípios devem ser levados em conta em se tratando do ensino dos alunos com surdez: Favorecer a atividade própria dos alunos, organizar as atividades de aprendizagem em pequenos grupos, possibilitar eu os alunos realizem tarefas diversas, utilizar métodos visuais de comunicação.
                  Nota-se também a importância do bilinguismo que é uma proposta de ensino usada por escolas que propõem a tornar acessível a criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos tem apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das crianças com surdez, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino de língua escrita. A preocupação do bilinguismo é respeitar a autonomia das língua de sinais organizando-se um plano que respeite a experiência psicossocial e linguística da criança com surdez. Quando o professor conhece a língua de sinais, tem condições de comunicar-se de forma satisfatória com a pessoa com surdez.

                    A escola em todos os sentidos deve contribuir com a transformação da sociedade, e nisso, está centrada a importância da inclusão educacional do aluno com surdez, pois vivenciar a experiência de conviver com as diferenças no âmbito escolar irá habilitar todos os alunos para interagir democraticamente e exercer seus direitos de cidadãos, fortalecendo-os para enfrentarem desafios que possivelmente encontrarão na vida social, levando-os a participarem ativamente da vida em sociedade.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paulo. EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ- ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM CONSTRUÇÃO. REVISTA INCLUSÃO: BRASÍLIA: MEC,V.5,2010. P. 46-57.

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO ALUNO COM SURDEZ. BRASÍLIA, DF, 2007.















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AUDIODESCRIÇÃO

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Audiodescrição

A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual. O seja, o publico ouve a descrição de imagens durante a exibição de filmes, peças de teatro, exposições etc. Ouvindo o que não pode ser visto, com o auxilio de um audiodescritor que narra tal evento, assim possibilitando o melhor entendimento das pessoas com deficiência visual.
A audiodescrição além de proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, tem o papel de estabelecer um  novo patamar de igualdade social, baseado na valorização da diversidade resgatando assim novos valores culturais por meio  da interação de pessoas não só com deficiência  visual,mas também de pessoas com dislexia, deficiência intelectual e idosos, etc.


Audiodescrição: Pra Não Esquecer - Fernanda Takai & Andy Summers 



Segundo Lívia Motta, conhecendo esse potencial inclusivo do recurso e sua aplicabilidade, professores podem fazer uso dele em sala de aula, descrevendo o universo imagético presente na escola como ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, feiras de ciências, visitas culturais, dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas cientes da importância de verbalizar aquilo que é visual. Isso, certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos e não somente dos alunos com deficiência visual. 





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QUEBRA-CABEÇA

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QUEBRA-CABEÇA



Estimula:
Pensamento lógico, composição e decomposição de figuras, discriminação
visual, atenção e concentração.

Descrição:
Caixas de fósforo em quantidade suficiente para cobrir as figuras que são
colocadas uma em cada lado do conjunto de caixas. A figura é cortada com estilete
no espaço entre as caixas. Ao redor do desenho, um durex colorido forma a moldura
do quebra-cabeça. A parte lateral das caixinhas foi fechada com durex colorido.

Exploração:
-Desmontar e montar o jogo, compondo o desenho como um quebra-cabeça.
-Caso a atividade seja difícil para a criança, faça inicialmente a moldura e peça para completar a figura.


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